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Obras da Carne x Fruto do Espírito

Saiba exatamente a semântica das palavras e termos mencionados em Gálatas 6, bem como a importantíssima diferença entre obras da carne e fruto do espírito.

Acredito que esse é um dos ensinamentos mais diretos da bíblia - e também decisivo na vida de uma pessoa - pois diz respeito à nossa conduta, integridade, caráter, santidade (...). 

Entendo também que está  totalmente relacionado à nossa salvação, pois envolve nossas escolhas e o modo como temos vivido o evangelho.  

Quem me conhece sabe que eu bato direto nessa tecla rs... Leia, reflita e deixe o Espírito Santo de Deus ministrar ao seu coração, assim como tem falado ao meu!

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade (amor), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5.19-23

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do cristão cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de cristãos, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.

OBRAS DA CARNE:

“Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o cristão trava através do poder do Espírito Santo (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17).

As obras da carne (5.19-21) incluem:

(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.

(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).

(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).

(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).

(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).

(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.

(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).

(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).

(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).

(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).

(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17).

(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).

(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.

(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.

(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.

(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz 
cristão em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do
reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).

O FRUTO DO ESPÍRITO: 

Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no cristão à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o cristão) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).

O fruto do Espírito inclui:

(1) “Caridade” (amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).

(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14).

(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o 
cristão e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).

(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).

(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).

(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).

(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).

(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).

(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).

O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O cristão pode - e realmente deve - praticar essas virtudes continuamente, pois colherá bons frutos e será abençoado!

O que pode ser sua pior derrota pode, na verdade, ser sua melhor e maior vitória!

Anotações de uma Pregação:

Transformando a Adversidade em Benção 
(texto base: Daniel 6)

Cova – ápice de um problema impossível.

Leão – problema que não temos como dominar, inimigos maiores que nós.


QUANDO VOCÊ NÃO ESTÁ PREPARADO, VOCÊ:
 
1 – PODE SER DEVORADO POR ALGO QUE PODERIA DERROTAR.
2 – PODE SOFRER MAIS QUANDO UMA ADVERSIDADE CHEGAR.
3 – PODE SUPERDIMENSIONAR O PROBLEMA.
5 – PODE PERDER O CONTROLE DA SITUAÇÃO.

PREPARAÇÃO DE DANIEL
1 - Daniel antes da cova

- Dn 6:5 - Estava preparado.- Dn 6:10 - Orava três vezes ao dia.
- Dn 6:10 - Dava sempre graças a Deus - e reconhecia a soberania Dele em sua vida.
- Obedecia o seu Deus - até os inimigos reconheciam que ele era cumpridor da Palavra (LOGO, comece a exercer a Palavra de Deus).
- Tinha comunhão profunda e permanente com Deus. Relacionava-se com o Senhor e era constante nisso.
- Colocava os seus problemas diante do Pai.


2 - Daniel na cova


- Era amicíssimo do rei. Ensinamento: não adianta ser amigo de ninguém importante.
- Não tinha controle sobre os leões e a cova estava cerrada por uma pedra.- Não tinha como se livrar da tribulação.- A pedra foi selada com uma sentença (não pense que a tribulação vai acabar em meio minuto, pois ela tem um tempo).

A PREPARAÇÃO QUE DANIEL TEVE MOSTROU QUE:

Daniel 6:3 "e ele mostrou logo que era mais competente do que os outros ministros e governadores. Ele tinha tanta capacidade, que o rei pensou em colocá-lo como a mais alta autoridade do reino".


1) Havia nele um espírito excelente (presença de Deus).

2) Era corajoso, pois dominava e enfrentava o medo (note que não é ausência de medo, mas sim um controle sobre ele).

Daniel soube do edito do rei e foi orar a respeito. Quando foram buscá-lo, foi encontrado orando, levado sem resistência, jogado na cova dos leões e mesmo assim não perdeu o equilíbrio!

3) Sua preparação produziu fé em Deus. Quando foi tirado da cova, não havia nenhum dano físico (Dn 6.23).
(Parênteses... Em Marcos 5, encontramos a história de Jairo. Seus amigos o avisaram que sua filha estava morta. E Jesus disse: Jairo não olhe para as circunstâncias, crê somente.
Aqui Jesus nos ensina a sair fora de gente incrédula que não crê no poder do Senhor, para estimular nossa fé e nos ajudar a conquistar vitória).

PALAVRA PARA VOCÊ!

- Está chegando o tempo de você sair da cova, o tempo de Deus tirar você desse lugar de adversidade.


- Às vezes Deus não nos livra do problema, mas sim nos livra no problema, para que Ele seja glorificado em nossa vida (...), para que possamos amadurecer (...), ter um caráter moldado (...) etc.

- Deus permite determinadas situações para que O possamos conhecer mais (e também para que os nossos inimigos sejam derrotados).

O que pode ser sua pior derrota pode, na
 verdade, ser sua melhor e maior vitória!

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